{"id":1,"date":"2022-07-05T11:18:39","date_gmt":"2022-07-05T14:18:39","guid":{"rendered":"http:\/\/amconsulte.com.br\/?p=1"},"modified":"2022-07-24T08:53:49","modified_gmt":"2022-07-24T11:53:49","slug":"recuperacao-de-creditos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amconsulte.com.br\/index.php\/2022\/07\/05\/recuperacao-de-creditos\/","title":{"rendered":"Recupera\u00e7\u00e3o de Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios &#8211; Teses Jur\u00eddicas"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1\" class=\"elementor elementor-1\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-43d4da9a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"43d4da9a\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-19a5a4fb\" data-id=\"19a5a4fb\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-45abc358 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"45abc358\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.21.0 - 25-04-2024 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Al\u00e9m da Recupera\u00e7\u00e3o de Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios pela via administrativa, muitas empresas acabam optando por ingressar com a\u00e7\u00f5es judiciais para discutir teses tribut\u00e1rias em favor do contribuinte em virtude de cobran\u00e7a indevida de tributos. Com a complexidade da nossa legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 incomum que v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es envolvendo a cobran\u00e7a de tributos v\u00e1 parar nos tribunais.<\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">Para ilustrar algumas dessas quest\u00f5es elencamos abaixo as quatro principais teses tribut\u00e1rias em evid\u00eancia:<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">EXCLUS\u00c3O DO ICMS\/ISSQN DA BASE DE C\u00c1LCULO DO PIS E DA COFINS<\/span><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">As contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 COFINS incidem sobre a &#8220;receita&#8221; ou o &#8220;faturamento&#8221;, termos expressos no artigo 195, inciso I, al\u00ednea &#8220;b&#8221; da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que diz:\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">\u201ca seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes (&#8230;) das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais (&#8230;) da empresa, incidentes sobre (&#8230;) a receita ou o faturamento.\u201d<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">Foi exatamente sobre esse conceito de receita ou faturamento que o STF se debru\u00e7ou em 2017, ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio 574.706\/PR. O Tribunal decidiu, na ocasi\u00e3o, que o ICMS n\u00e3o pode ser considerado faturamento ou receita da empresa, pois o tributo estadual representa apenas ingresso de caixa ou tr\u00e2nsito cont\u00e1bil, que ser\u00e1 totalmente repassado ao fisco estadual. A decis\u00e3o se deu com repercuss\u00e3o geral, guiando todas as demais inst\u00e2ncias do judici\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">Os contribuintes prestadores de servi\u00e7o, atentos \u00e0 oportunidade, tamb\u00e9m recorreram ao judici\u00e1rio para que a tese da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS fosse aplicada, por l\u00f3gica, ao ISSQN. Entende-se que, da mesma forma que o ICMS, o ISSQN seria mero tr\u00e2nsito cont\u00e1bil a ser inteiramente repassado aos cofres municipais, n\u00e3o podendo, portanto, compor a base de c\u00e1lculo das referidas contribui\u00e7\u00f5es sociais.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">N\u00c3O INCID\u00caNCIA DA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O PREVIDENCI\u00c1RIA SOBRE VERBAS\u00a0 TRABALHISTAS DE NATUREZA INDENIZAT\u00d3RIA.<\/span><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">O art. 195, I, \u201ca\u201d da Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1988 estabelece que os empregadores, as empresas e entidades a elas equiparadas devem contribuir para o financiamento da Seguridade Social, recolhendo Contribui\u00e7\u00e3o Social incidente sobre \u201cfolha de sal\u00e1rios e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer t\u00edtulo, \u00e0 pessoa f\u00edsica que lhe preste servi\u00e7o, mesmo sem v\u00ednculo empregat\u00edcio\u201d.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">Neste sentido, tais contribui\u00e7\u00f5es, incidentes sobre a FOLHA DE SAL\u00c1RIOS, devem incidir apenas e t\u00e3o somente sobre as verbas retributivas ou contra-prestacionais pelo trabalho efetivamente realizado, e n\u00e3o devem incidir sobre verbas de natureza indenizat\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">\u00c9 esse o entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que decidiu, em sede de Recurso Repetitivo (Resp 1230957\/RS), que as verbas pagas a t\u00edtulo de aviso pr\u00e9vio indenizado, o ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias e a import\u00e2ncia paga nos 15 (quinze) primeiros dias que antecedem o aux\u00edlio-doen\u00e7a e aux\u00edlio acidente, por terem natureza indenizat\u00f3ria, n\u00e3o comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria Patronal, prevista no art. 22, I, da lei 8.212\/91.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">EXCLUS\u00c3O DA TUSD\/TUST DA BASE DE C\u00c1LCULO DO ICMS NA ENERGIA EL\u00c9TRICA<\/span><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">Os consumidores de energia el\u00e9trica(pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas) que consomem energia em quantidade inferior a 10.000 Kw, em tens\u00e3o igual ou superior a 69kv, n\u00e3o podem contratar energia livremente, estando vinculados \u00e0s distribuidoras concession\u00e1rias que atendem a regi\u00e3o de seus domic\u00edlios. O distribuidor fica, portanto, respons\u00e1vel por cobrar todos os custos e encargos da cadeia produtiva anterior (gera\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">Dentre os encargos cobradas pelo distribuidores de energia, est\u00e3o a TUSD (Tarifa de Uso de Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o) e a TUST (Tarifa de Uso de Sistema de Transmiss\u00e3o). O judici\u00e1rio tem entendido que os encargos de distribui\u00e7\u00e3o (TUSD) e de transmiss\u00e3o (TUST) de energia el\u00e9trica n\u00e3o podem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo do ICMS, pois essas tarifas (TUSD e TUST) remuneram o exerc\u00edcio de uma atividade meio de \u201ctransporte de energia el\u00e9trica\u201d, fugindo da hip\u00f3tese de incid\u00eancia do tributo estadual. (AgRg nos EDcl no REsp 1.267.162\/MG, AgRg no REsp 1.278.024\/MG).<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">CONCEITO DE INSUMO PARA CR\u00c9DITO DE PIS\/COFINS SEGUNDO ENTENDIMENTO DO STJ<\/span><\/b><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, decidiu, em sede de Recurso Repetitivo (Resp 1.221.170 \/PR) que, para fins de cr\u00e9dito de PIS e COFINS, as empresas podem considerar insumo tudo o que for essencial para o \u201cexerc\u00edcio da sua atividade econ\u00f4mica\u201d. Com isso, declarou ilegais as duas instru\u00e7\u00f5es normativas da Receita Federal sobre o assunto (247\/2002 e 404\/2004), por entender que, ao restringir o conceito de insumo, o Fisco acabou violando o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade.O conceito de insumo deve ser aferido \u00e0 luz dos crit\u00e9rios da essencialidade ou relev\u00e2ncia, vale dizer, considerando-se a imprescindibilidade ou a import\u00e2ncia de determinado item \u2013 bem ou servi\u00e7o \u2013 para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica desempenhada pelo contribuinte. Assim, a possibilidade de tomada de cr\u00e9dito de PIS e COFINS deve ser analisada caso a caso, considerando-se a essencialidade do bem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit; background-color: var(--ast-global-color-4); color: var(--ast-global-color-3);\">O entendimento do STJ fez nascer, para os contribuintes, a possibilidade de revisar toda a apura\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos 05 (cinco) anos, podendo ser revisto o crit\u00e9rio para tomada de cr\u00e9dito de PIS\/COFINS.<\/span><\/p>\n<p>Fonte: Prof. Felipe Guerra &#8211; Portal Empreendedor Cont\u00e1bil<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m da Recupera\u00e7\u00e3o de Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios pela via administrativa, muitas empresas acabam optando por ingressar com a\u00e7\u00f5es judiciais para discutir teses tribut\u00e1rias em favor do contribuinte em virtude de cobran\u00e7a indevida de tributos. 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